domingo, 28 de novembro de 2010





Lembro ...
A noite era de breu
Pensativo escolheste duas estrelas
Minhas mãos
Seguraste nas tuas lânguidamente,
Pois em mim apagara-se o momento sorridente.
A brilhante era a tua, mas continha algo meu
A empalidecida e tristemente descolorida
Era a minha, já tão esmaecida.
Olhaste-me e juraste
Que irias transferir o teu para o meu brilho
Para eu encontrar , mesmo pedregoso
O que seria o meu trilho.
Mudaste a minha sorte
E roubaste-me à morte.
Cumpriste...Deste tudo de ti
E ontem quando minhas mãos seguraste
Senti o que na altura juraste
O tanto que me deste
Em troca do pouco....
Que então triste te ofereci.



Garça Real




21 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida

Um poema maravilhoso...um terno e melancólico grito de amor...em doces palavras.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

poetaeusou . . . disse...

*
as minhas mãos
beijando o breu
rejuvenesceu
com o brilho
do teu
belo poema !
,
parabéns, muitos,
,
brisas pilipantes
aspergindo
o lago lindo !
,
(no meu poema de hoje,
o breu é convidado )

*

Solange disse...

mesmo pouco, quando se ama é muito..

bjs.Sol

Perla disse...

Que o pouco que se der possa vir a ter sabor a muito. E assim o breu se fará dia.

Bjos

Janaina Cruz disse...

Essa sensação do pouco que damos nos entristece mesmo, fiz isso ao longo da vida com pessoas queridas, só que no momento não percebi, agora que o tempo passou, eu lembrei e sofri...

Multiolhares disse...

Pode ser pouco aos olhos, mas quando o pouco que se tem é dado com amor,o tamanho deixa de contar
beijinhos

O Árabe disse...

Belo, amiga! Intenso, grato... e um canto de esperança. :) Boa semana!

Nilson Barcelli disse...

Reconhecer o cumprimento das promessas é sempore bonito.
Tal como o é o teu magnífico poema.
Gostei imenso, querida amiga.
Beijo.

Vieira Calado disse...

Um pouco triste...

Mas a música sempre lhe dá alegria...

Beijinhosss

Paulo disse...

Olá GarçaReal, poema pleno de saudade que toca o coração de quem passa, joias da poetisa que adoro contemplar :)

Beijinho Amigo -_-

sonho disse...

Que o pouco te...lhe pareca muito...
Beijo d'anjo

Eduardo Aleixo disse...

Poema lindo de amor. Melancólico, mas muito terno e doce. A medida que o lia, tive tempo de olhar para a garça, linda, equilibrada sobre as águas.
Um beijo.

Guilherme disse...

Já naõ vinha aqui há tanto tempo, e o que tenho perdido. A verdade é que tenho andado algo afastado dos blogs. a

Pena disse...

Já Consagrada Poetiza Linda e Amiga:
Escreveu um delicioso e fantástico poema doce de amor.
"...E roubaste-me à morte.
Cumpriste...Deste tudo de ti
E ontem quando minhas mãos seguraste
Senti o que na altura juraste
O tanto que me deste
Em troca do pouco....
Que então triste te ofereci..."

Simplesmente, lindo e profundo de pureza e do encanto de si e do que concebe.
Parabéns. É extraordinário na sua essência de grandeza de um amor que regressa.
Possui uma ternura em si imensa no que confecciona de beleza sem fim.
Abraço amigo de respeito pelos seus sentimentos admiráveis.
Sempre a lê-la atentamente e a estimá-la.

pena

Bem-Haja, pela sua amizade. É uma honra e recíproca.
MUITO OBRIGADO pela ternura no meu blogue que adorei.
É perfeita e divinal.
Lindos versos que fascinam.

A.S. disse...

Perco-me nas tuas palavras e nelas me afundo... com prazer!


Beijos!
AL

tulipa disse...

Bonito poema.
Um grito de Amor...
Obrigada pela partilha.

Já o meu grito hoje é de raiva, impotência, frustração...

Hoje estou "encurralada" num quarto de Hotel no Fundão, furiosa com o estúpido dia que aqui passei. Vim eu fazer mais de 300km para ver lugares que não conheço e o tempo metereológico não ajudou nada...que raiva!!! Nem uma foto consegui fazer, com esta chuva forte e a neblina que se instalou.
Felizmente trouxe comigo o portátil e cá estou "ligada" ao resto do mundo.
Boa semana. Beijos

De uma outra forma vou dizer o que hoje sinto:

Casas há que habitam o meu subconsciente
Hoje estavam mesmo à frente
dos meus olhos
parei o carro e admirei-as

Aldeia histórica de Castelo Novo
ali estavam elas, lindas
quis captá-las com
a objectiva da máquina
os meus segundos olhos
mas...a chuva não permitiu
que raiva!!!

A neblina e a chuva
são os elementos que "hoje"
ilustram a paisagem.
...
e, a minha alma chora!

O Árabe disse...

Boa semana, amiga. Aguardo o novo post! :)

Valter Montani disse...

Que linda doação e reconhecimento. O pouco que achas que destes, com toda a certeza foi o bastante para preencher aquele coração. bjs e bom dia

Vieira Calado disse...

Olá, boa noite!

Vim espreitar

a ver se havia novidades...

Saudações poéticas

Nilson Barcelli disse...

Voltei para te ler.
Reli... e transferi o teu brilho para o meu pensamento, através dos teus versos.
Querida amiga, bom feriado.
Beijos.

Dreamaster disse...

Ah palavras melancolicas de amor dado sem esperanças por algo igual em troca.

Muito bonito poema.


Espero que esta altura não seja pra ti uma altura de depressão, pois segundo um estudo o Natal é uma altura de depressão/tristeza pra muitas pessoas.


Por isso desejo-te desde já um Feliz Natal e q estejas juntinha do teu amado.


Bejinhos do sonhador
D.