terça-feira, 12 de julho de 2016






O luar espelhado nas pedras da calçada
Desta aldeia que respira magia
Onde à meia noite dançámos 
No enlevo de um abraço que o corpo pedia.
Palavras sussurradas numa dança já amada
Olhares cruzados quando os corpos tocámos.
O tempo sempre a passar
Unidos sempre a lutar.
A vitória tem chegado em lentidão
É hora da recompensa almejada
O sinal foi dado
Bateu o brutal grito do coração
Após a caminhada suada
Encontramos o nosso norte
E nesta junção fortalecida
Tocamos a sorte
E brindamos então...
 À beleza da nossa vida.


Garça Real


sexta-feira, 29 de abril de 2016










Como é longa a caminhada
Pareciam os passos já contados
Mas o caminho é vertiginoso, pedregoso
Por vezes, até perigoso.
Ao fundo talvez esteja a terra sonhada
Mas tais passos têm que ser suados
Para a estrada ser encurtada
Para que o toque do sonho tenha sabor a mel
E na dificuldade se cuspa o sabor a fel.
Degrau a degrau
Fortalecemos o enorme amor
Porque ele está pincelado com a mais bela cor.
Caminhamos sem ser em corrida
Para que possamos dançar então...
Até ao fim da nossa vida.



Garça Real



quinta-feira, 17 de março de 2016









Olha bem ao fundo...
Vês?
É o cais da nossa vida
Fui à frente a desbravar caminho
Lenta pontapeei a pedra já partida
Afastei a agrura
Fui semeando ternura
Que tem florescido a jorros
Subiu e desceu morros
Mas estabilizou, porque o amor jorrou
Limpo está agora o percurso
Não olhes para trás
Esquece o mundo
Vês?
Espero-te amor
mas...
Olha bem ao fundo


Garça Real