terça-feira, 8 de maio de 2018





Sempre que a noite se alonga,
E me rouba as horas da madrugada,
A alma voa quase empolgada
E o amanhecer pela manhã se prolonga.
Chamo o passado!

Tantas vezes conturbado,
O tempo sofrido, no caminho já perdido
O despertar por ti
Num princípio passageiro
Que lançou tentáculos em mim
Escrevendo sem letras num toque ligeiro,
As palavra talvez esperadas
Por lábios que as não disseram
Porque eram grandes as cavalgadas !
E nas pedras rudes do caminho
Nas soltas poeiras nasceram,
E tristemente ...
Tombaram e depois morreram.



Garça Real
 




sexta-feira, 26 de janeiro de 2018



 Acordar...


O vento toca as asas adormecidas
Lentamente acordam
Batem levemente num despertar letárgico
Estariam por certo hibernadas
Digerindo  emoções sentidas
Palavras envolventes e marcadas
Promessas amontoadas num toque enérgico.
O voo começa a ter desenhos contornados
A espera aparece enublada, calada
Sem  porta de saída, pois está lacrada
A vida brinca, sorri ou ri
Para mim ou para ti
Mas começa a destruir...
Aqueles sonhos que foram tão sonhados.

Garça Real


 

terça-feira, 16 de maio de 2017







Amor !
A não desistência do sonho profundo
Mesmo quando pincelado de dor
Envolve e dá cor ao mundo 
Pois laivos de alegria explodem
No inesperado momento
Onde foi morto o tormento
E as volúpias desse amor ardem.
Querer-te é possuir o direito à vida
É desenterrar a alma esquecida
Espezinhar a solidão
Na doação do coração.
A realização acontece
Lentamente,
Docemente,
Pois ela faz parte...
Duma sofreguidão envolvente.


 Garça Real