terça-feira, 8 de setembro de 2009







Dói-me o tempo que passou
Que me mirou e chicoteou
Não voei nas asas do vento
A vida perdeu-se do momento.
Quando te recordo o olhar
Vejo-o tão longe e tão perdido
Que já não o retenho
Pois de sonho perdeu a magia
Nunca soube o que minha alma pedia
Desmantelou-se como simples engenho.
Fecho os olhos repletos de cansaço
Estão doridos de lágrimas escorridas
De caminhadas longas e perdidas
Onde habita uma longa exaustão.
Não posso dizer que partiste
Ou que um dia me sonhaste
Porque o meu olhar de tão triste
Nunca soube....
Se algum dia chegaste.





Garça Real





27 comentários:

Multiolhares disse...

As perdas fazem doer, o coração dorido e solitário perde a força a capacidade de querer de sentir e as lágrimas rolam, mas um dia vão secar pois na vida tudo passa e quando algo acaba é porque algo irá recomeçar
beijinhos

William disse...

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

O Árabe disse...

Triste, amiga. E muito bonito! Boa semana, fica em paz.

poetaeusou . . . disse...

*
o amor
é o choro da exaustão
iludidas vergastadas
de adquirida magia
entre o sonho caminhado
e o trilho da espera,
,
um manto de pilipares
em brisas serenas,
cobrindo o Lago Real,
deixo-te,
,
*

Pena disse...

Oh, Linda Amiga Poetiza de Sonho:
"...Quando te recordo o olhar
Vejo-o tão longe e tão perdido
Que já não o retenho
Pois de sonho perdeu a magia
Nunca soube o que minha alma pedia
Desmantelou-se como simples engenho.
Fecho os olhos repletos de cansaço
Estão doridos de lágrimas escorridas
De caminhadas longas e perdidas
Onde habita uma longa exaustão..."

Então, que se passou...?
Vá. Força. Como encanta apesar de triste.
Onde mora a felicidade da sua beleza...?
Vá. Não chore, nem sofra. Se ele a merecer, vem aí, de certeza...
Não quero vê-la assim...
Belo sentimento poético que possui. Doce. Terno. Fabuloso.
Melancolia admiravelmente escrita em versos geniais.
Beijinhos, sim, amiga gigante...
Com respeito e estima perante a sua significação e valor preciosos imensos.

pena


Força, amiga!

Rafeiro Perfumado disse...

E o tipo nem ao menos bateu à porta?

Beijocas!

MEU DOCE AMOR disse...

Pois é!

E agora?

Beijinho doce

Dreamaster disse...

Q poema tão triste :_(

E depois a musiquinha de fundo a fazer-me lembrar os Anos 70 trouxe-me saudades desse tempo quando era miudo.

Bom fim de semana ;)


Bejus
D.

Carla disse...

a tristeza de momentos não vividos.
beijo e bom fds

Nilson Barcelli disse...

"Não posso dizer que partiste
Ou que um dia me sonhaste
Porque o meu olhar de tão triste
Nunca soube....
Se algum dia chegaste."
Todo o poema é magnífico, mas a parte que destaquei é soberba e fez-me lembrar os poetas clássicos.
Querida amiga, bom fim de semana.
Beijo com imenso carinho.

rosa dourada/ondina azul disse...

O tempo a tudo resiste,
mesmo à dor e solidão!


Bom fim-de-semana,
Beijo com carinho,

gaivota disse...

um olhar sempre triste sem perceber chegadas e/ou partidas...
o teu lago não vai secar, mas não são precisas mais lágrimas!
beijinhos

Sofá Amarelo disse...

Quantas vezes se confunde a partida com a chegada e vice-versa... o melhor mesmo não tentar não perceber quando se parte... viver a chegada sem pensar na partida...

Muitos beijinhos! Bom Domingo!!!

tulipa disse...

Quanta tristeza!!!
Um forte abraço.


CONVITE:
Estive 5 dias isolada do mundo, num encontro espiritual comigo mesma, num monte alentejano e, por isso tenho que muito rapidamente divulgar a minha próxima exposição de fotografia.

Desta vez será no “Norte” a pedido de várias pessoas, em Fevereiro passado, quando foi a minha 1ª exposição individual aqui próximo de Lisboa, na margem sul.
Como gosto de desafios, houve “alguém” que me desafiou e disse que colaborava, nem pensei 2 vezes e decidi tratar do assunto em Abril passado.

Chegou Setembro e será a minha rentrée cultural.
Fica o convite para quem vive perto e noutros casos, em que a distância impossibilita a presença de tantos bloggers, fica a participação do evento.

Venho reforçar que teria todo o gosto em que estivesses presente na minha rentrée.
Será muito próximo do Porto, em S. Mamede de Infesta.

Acabei de fazer a divulgação no meu blog.

Abraços, TULIPA

Ana Carolina disse...

Às vezes não sabemos se alguma vez chegaram, outras se não terão já partido há muito...Mas nós ficamos, nós estamos, nós somos! Vamos secar as lágrimas, vamos à procura da VIDA!
Bjo

♥ ♥ Eu disse...

Mas a saudade desse amor, para sempre permanece...

bjos e linda tarde de domingo prá vc!

Maria Emília disse...

A beleza do poema evoou em mim a efemeridade do tempo ou até mesmo a sua inexistência. O que nós temos é sómemte o presente, este momento e é neste momento que temos que concentrar toda a nossa energia, a nossa presença, o nosso Ser. Quando o conseguirmos fazer todo o amor se revelará.
Um grande beijinho,
Maria Emília

Maria Valadas disse...

Um poema contendo palavras sentidas... mas tão lindas... que fizeram emocionar o meu pobre coração.

Beijinho, minha querida garça- REAL!

Eduardo Aleixo disse...

Bom dia, lago. Bom dia, garça. Esqueci-me da cana de pesca. Vou a casa buscá-la e já venho. Preciso de estar aqui sentado mais tempo. Para poder falar melhor. Mas os meus olhos e o meu coração já aprovaram o teu blogue. Que pena só agora me teres dado conhecimento do mesmo!Bj

Oliver Pickwick disse...

É bom retornar ao lago e absorver as partículas sutis de lirismo que emanam das suas águas.
Esculpir o belo da melancolia. Salve os poetas e a sua incrível capacidade de esculpir o belo da melancolia.
Estou de volta ao mundo de Matrix.
Um beijo!

Eduardo Aleixo disse...

Trouxe a cana, mas nem olhei se o peixe picou, ou não. O meu olhar poisou na garça, que com graça me sorriu e com dois volteios dançou e leve no ar voou. Então tive a certeza de que as águas já lavaram as mágoas e aquela ave, com asas tão esbeltas e tão leves, já estão a treinar a dança para a festa do amor. Abraço. E parabens. Peço licença para vir pescar no lago: só peixes pequenos, que eu cumpro a legislação...

Vieira Calado disse...

O poema está bem escrito.

Mas esse pessimismo...


Bjs

Mário Margaride disse...

Querida Garça

Depois de alguma ausência forçada, regresso definitivamente, com o problema do pc resolvido. Já não era sem tempo!

Um belíssimo poema! Embora com um toque a nostalgia.

Muitas vezes, a seguir á tempestade, vem a bonança...

Beijinhos e boa semana!

Mário

O Árabe disse...

Boa semana, amiga. Aguardo o novo post!

Nilson Barcelli disse...

Reli o teu poema e ainda gostei mais. Escreves tão bem querida amiga.
Beijo.

Pena disse...

Estimada e Brilhante Amiga Poetiza de sonho:
"...Fecho os olhos repletos de cansaço
Estão doridos de lágrimas escorridas
De caminhadas longas e perdidas
Onde habita uma longa exaustão.
Não posso dizer que partiste
Ou que um dia me sonhaste
Porque o meu olhar de tão triste
Nunca soube....
Se algum dia chegaste...."

Mesmo na tristeza maravilha, fascina e enternece.
É admirável e nutro por si imenso respeito, estima e consideração.
Sempre a lê-la interessada e atentamente pela preciosidade humana divinal que é.
Deslumbrado.
Força!
Com sinceridade...

pena

Majestoso. Linda.

Maria Clarinda disse...

Maravilha de poema...não imaginas como foi bom poisar de novo no teu lago!!!os momentos que aqui passei foram belíssimos, obrigada por eles.
Jhs