terça-feira, 3 de julho de 2012








Caminhava,
No areal desértico daquela praia
Indiferente às pegadas na areia molhada
Que a onda apaga sempre que se espraia.
Fui absorvida pela imensidão daquele mar
Fechei os olhos
 E senti o vento matítimo no cabelo já humedecido,
O rosto
Implorando o afago do último raio solar,
O corpo
Tombou na areia totalmente perdido
Indiferente ao ir e vir das ondas que o tocavam
E que nele um sabor a sal deixavam.
E naquele entardecer em que mergulhei,
 Estendi a encharcada mão
E vislumbrei...
Os fragmentos espalhados do meu coração .




Garça Real





13 comentários:

Mário Margaride disse...

Belo e intenso poema, amiga Garça.

Retomei as postagens no meu cantinho. "PALAVRAS AO VENTO".

Por razões de ordem pessoal, encerei a minha página do facebook, como deves ter reparado. Talvez um dia mais tarde volte. Mas para já, centro-me aqui no mweu cantinho de sempre.

É sempre um prazer ler os teus belíssimos poemas.

Beijinhos carinhosos.

Mário

Solange disse...

emocionante como sempre minha querida amiga....

saudadeee!!

bjs.Sol

Sonhadora disse...

Minha querida

Como sei desses pedaços que ficam perdidos algures entre as recordações que são doces e amargas.
Como sempre ler-te é ler a minha alma.

Um beijinho com carinho
Sonhadora

poetaeusou . . . disse...

*
Minha amiga,
,
como senti as tuas palavras,
fundindo os caminhos do orvalho
em despique com o afago das maresias,
praia cheia, de residuais pegadas,
encharcadas pela imensidão do mar,
mar sal, mar corpo, com rosto de entardecer,
e ser,
espalhados fragmentos,
mergulhando,
nas sílabas por descobrir . . .
,
conchinhas versus pilipares,
do mar até ao lago, deixo,
por estas estradas da amizade !
*

Eduardo Aleixo disse...

O mar como metáfora da unidade e plenitude perdidas que o poema lamenta e depõe na areia molhada. Ânsia da junção com a harmonia e com o amor. Mais uma vez a saudade e a melancolia, mas de mãos dadas com a esperança, não recusada. Belas as imagens da imensidão do mar e do abandono do corpo sobre as areias. Indiferença relativamente às outras pegadas: intensidade do bater do coração sobre a sensível dor da própria personalidade. Poema triste, melancólico, mas muito belo.

José disse...

A nostalgia, que a onda não apagou, quando as pegadas levou.

Deixo meu beijo no lago
e meu afago
José

O Árabe disse...

Assim ocorre, minha amiga, quando se adiantam os anos.. espalham-se os fragmentos do nosso coração. Belo texto, boa semana!

O Árabe disse...

Assim acontece minha amiga, quando se adiantam os anos... espalham-se os fragmentos do nosso coração. Belo texto, boa semana!

Mário Margaride disse...

Querida amiga. Passo por aqui, para reler este belo poema, e desejar-te um excelente dia!

Beijinhos carinhosos...

Mário

A.S. disse...

Quem mais senão tu, pode acolher nas mãos tão salgados laivos de dor?

Belo poema!


Beijos,
AL

tulipa disse...

AMIGA
Neste momento
tenho 3 blogues a funcionar 24h por dia!

...
ando a precisar de
Sorrisos novos
e asas, para voar e fugir
para longe
onde me façam bem!
E assim crescer em qualidade de vida!
E envelhecer
Com a bênção de Deus!
Ando a apanhar os fragmentos do meu coração...

Deixo um abraço amigo.

O Árabe disse...

Boa semana, amiga. Aguardo o novo post.

Mário Margaride disse...

Passo por aqui querida amiga, para te desejar um feliz fim de semana!

Beijinhos com carinho...

Mário