quinta-feira, 28 de outubro de 2010





Que de alma sem sorte
É pois meu rumo sem norte
Pois os dados da vida
Já lançados à morte
Deixaram a alma entorpecida.
Teu corpo escaldante
Em brilho de louco amante
Também emudeceu na noite parada
No toque meu como sendo tua amada
Na partida, então de breu vestida.
No teu querer de regresso
Navegam palavras sem nexo
Pois meu querer empalideceu
Está agora gravado
Nas pedras de uma qualquer rua
E jaz apagado...
Nessa calçada despida e já nua.



Garça Real



19 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida

Nostálgico, mas de rara beleza o teu poema.

Pois meu querer empalideceu
Está agora gravado
Nas pedras de uma qualquer rua
E jaz apagado...
Nessa calçada despida e já nua.

Adorei.

beijinhos com carinho
Sonhadora

Paulo disse...

GarçaReal, senti paz ao ler esta poesia magnífica vinda de quem tem a sua "pena" mais forte que qualquer "espada"!

Beijinho com desejos de excelente fim de semana *_*

Luís Coelho disse...

Um poema de rara beleza.
Os dados da sorte lançados à morte, porque tudo acaba nas pedras da rua despida e nua.

tulipa disse...

Bem, vim à procura de outro dos seus fabulosos posts.
E, que encontro?
Sempre uma bela poesia.
Obrigada pela partilha.


Por aqui, estou melancólica...
lá fora a chuva cai, molha e gela as nossas almas, dia feio, cinzento e frio, um verdadeiro dia de Inverno e ainda estamos em Outubro...

Bom fim de semana.

Phoenix disse...

dos mais lindos que já li teus..o final está magnífico*

António Gallobar disse...

Que belo blog aqui vim encntrar, parabens pela poesia, vou voltar

Solange disse...

sublime..um encanto..
bjs.Sol

Vieira Calado disse...

Olá, amiga!

É verdade!

Nas pedras das ruas se desenham os destinos!

Beijinho

São disse...

Dr. Jivago, meu Deus...que recordações!

O poema é desencantado, mas bem escrito.
Bom domingo.

Eduardo Aleixo disse...

Poema belo e triste.
Triste porque gravar o amor nas pedras sem o viver é como sonhar com algo sem o possuir.
Belo, porque tens o talento de expressares os sentimentos com a tua alma doce.
Beijo terno.

Sofá Amarelo disse...

Norte e sorte (ou a falta dela) andam quase sempre pelas pedras da calçada nas noites paradas, navegando nas palavras sem nexo...

Pena disse...

Estimada e Brilhante Poetiza Amiga:
Um poema lindo. Sublime e talentoso.
Todos acabaremos mais ou menos como poeticamente disserta com pureza e beleza poética fabulosa.
Adorei.
É uma maravilhosa poetiza de sonho.
Abraço amigo.
Com respeito e admiração perante a sua significação preciosa e imensa.

pena


Bem-Haja, genial poetiza amiga.
É fantástica.

gaivota disse...

no tema de lara e na nostalgia deste poema, nas pedras de qualquer rua...
lindooooooo
beijinhos

Nilson Barcelli disse...

Mas têm nexo as tuas palavras, porque o poema é belíssimo.
Parabéns, querida amiga. Gostei imenso.
Beijos.

poetaeusou . . . disse...

*
minha amiga
tudo revigora,
Tudo de rumo muda
até a sorte
com o seu norte . . .
,
pilipares clarificadores.
banhando o claro lago !
,
*

O Árabe disse...

Triste e lindo, amiga... como de hábito. Boa semana, fica bem!

Hanukká disse...

Pegadas de amor, que reluz ao luar...
beijos amiga.


E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação"

Maria Clarinda disse...

(...)No teu querer de regresso
Navegam palavras sem nexo
Pois meu querer empalideceu
Está agora gravado
Nas pedras de uma qualquer rua
E jaz apagado...
Nessa calçada despida e já nua.

Lindo este teu poema!
Um beijo grande

O Árabe disse...

Boa semana, amiga. :)