No areal desértico daquela praia
Indiferente às pegadas na areia molhada
Que a onda apaga sempre que se espraia.
Fui absorvida pela imensidão daquele mar
Fechei os olhos
E senti o vento matítimo no cabelo já humedecido,
O rosto
Implorando o afago do último raio solar,
O corpo
Tombou na areia totalmente perdido
Indiferente ao ir e vir das ondas que o tocavam
E que nele um sabor a sal deixavam.
E naquele entardecer em que mergulhei,
Estendi a encharcada mão
E vislumbrei...
Os fragmentos espalhados do meu coração .
Garça Real




















